Vem cá. Isso. Coisa linda!

Se você faz parte do grupo de tutores que muda a entonação e o jeito de falar para conversar com o seu pet, saiba que, para filhotes em processo de treinamento, essa é uma ótima forma para aprenderem. Isso segundo um estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society B.

O novo estudo descobriu que, quando falamos com um filhote de cachorro, empregamos um tom ainda mais agudo. E que essa tática, de fato, ajuda os animais a prestarem mais atenção. “Isso acontece porque a entonação “fofa” acaba aumentando a capacidade de atenção dos cachorros, de acordo com uma das responsáveis pelo estudo”, disse uma das pesquisadoras.

Quando falamos com um cachorro, utilizamos o que se denomina “linguagem dirigida aos cães”. Isso quer dizer que mudamos a estrutura das frases, encurtando-as e simplificando-as. Também costumamos adotar um tom de voz mais agudo. Fazemos o mesmo quando não estamos certos de que alguém nos entende ou quando nos dirigimos a crianças pequenas.

Para o estudo, os pesquisadores utilizaram os chamados experimentos em playback. Gravaram pessoas dizendo as frases “Olá! Olá, meu querido! Quem é bonzinho? Vem cá! Muito bem! Bom menino! Isso! Vem cá, meu amor! Que menino bonzinho!” várias vezes.

A cada vez, uma pessoa olhava fotos de filhotes, de cães adultos e de cães idosos. A análise das gravações mostrou que os voluntários mudavam a forma com que falavam aos cães de diferentes idades.

Em seguida, os pesquisadores reproduziram as gravações a vários filhotes e cães adultos e registraram o comportamento de resposta. Notaram que os filhotes reagiam mais intensamente às gravações feitas enquanto os voluntários olhavam imagens de cães adultos (a linguagem dirigida aos cães).

A verdade é que, seja para treinar ou não, falar com voz diferente é um hábito que adoramos seguir porque, para o tutor, o pet será sempre o seu filhote. O seu bebê!

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