O Clone: da novela para a vida real. Tutores pagam até 200 mil para clonagem de pets.

Polêmico e caro, o procedimento vem ganhando espaço na vida dos apaixonados por animais. Nos Estados Unidos, clonar o pet já é uma realidade.

A Viagen – empresa responsável pela clonagem- disse em entrevista para a BBC que está clonando “mais e mais animais de estimação a cada ano” e que clonou centenas desde que iniciou seus serviços em 2015.

A empresa cobra US$ 50 mil (R$ 230 mil) para clonar cachorros, US$ 30 mil (R$ 140 mil) para gatos e US$ 85 mil (R$ 400 mil) para cavalos.

Em 2018, a cantora Barbara Streisand contou à revista americana “Variety” que suas duas cachorrinhas, Miss Violet e Miss Scarlett, eram clones de Samantha, sua Coton de Tulear que morreu em 2017 com 14 anos.

Para a reportagem, ela contou que foram retiradas células da boca e do estômago da cachorrinha falecida. “Elas têm personalidades diferentes de Samantha”, disse a artista na época.

Comportamento não pode ser clonado

Vale ressaltar que um animal clonado nunca será uma cópia exata do animal de estimação original, principalmente quando se trata de comportamento. Segundo afirmou um funcionário da empresa , 25% da personalidade de um animal vem de sua criação.

Técnica

Existem várias técnicas específicas de clonagem, mas normalmente um núcleo de célula do animal a ser clonado é injetado em um óvulo doador que teve seu material genético removido.

O óvulo é então cultivado em laboratório até se tornar um embrião, e então o embrião é implantado no útero de uma mãe de aluguel que dá à luz um filhote.

Blake Russell, presidente da Viagen, diz que o material genético do animal a ser clonado pode ser armazenado quase indefinidamente antes do processo de clonagem. Isso se deve ao uso de temperaturas de congelamento muito baixas ou criopreservação.

“Um animal de estimação clonado é, simplesmente, um gêmeo genético idêntico, separado por anos, décadas e talvez séculos”, acrescenta.

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